Estou de férias, mas a pensar no novo ano lectivo que se avizinha. Como tal, resolvi fazer uma pesquisa sobre origamis, com vista a desenvolver a arte nas aulas de Técnicas de Acolhimento e Animação com os alunos do Curso Profissional de Técnico de Turismo Ambiental e Rural.
Antes de mais importa saber que a palavra origami provém do japonês ori (dobrar) e gami (papel), sendo a arte de dobrar o papel. Geralmente parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores diferentes, prosseguindo-se sem cortar o papel. Porém a cultura do Origami Japonês, que se desenvolve desde o Período Edo, não é tão restritiva acerca destas definições, chegando a cortar o papel durante a criação do modelo, ou começando com outras formas de papel que não a quadrada (rectangular, circular, etc.).
Recordo-me de há trinta anos atrás frequentar o 1º Ano de escolaridade em França e de a minha turma ser constituída por crianças oriundas de vários países, incluindo o Japão. Duas meninas japonesas, a pedido da professora Mademoiselle Ferrez, ensinaram-nos a construir vários modelos.
A arte do Origami ficou adormecida dentro de mim e surgiu, no ano passado, a necessidade de a acordar e de a transmitir aos meus alunos.
Durante este ano pretendo ser mais selectiva, procurando ensinar os alunos a dobrar papel de forma a criarem lindas, multicolores e diversas flores.
Comprei livros e já pesquisei na Net alguns sites que abordam este tema, tendo encontrado vídeos que são uma preciosa ajuda - confesso que às vezes me vejo "grega" para chegar ao produto final apenas com o registo escrito! - para a criação de flores.
Já sei os vários passos a seguir para fazer um belo ramalhete com íris, tulipas, violetas e jarros ou Copos-de-Leite. Tenho dedicado algum tempo a esta arte e dedico-me a ela com paixão, tendo criado alguns arranjos que enfeitam alguns dos meus móveis.
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